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 Toponímia

Toponímia de Alfornelos

 

Rua Abel Manta
2650-407 ALFORNELOS
 

 

Abel Manta - 1888-1982 -  

Nasceu em Gouveia a 12 de Outubro.1888, morreu em Lisboa em 9 de Agosto de 1982.Na sua carreira de quase um século exprimiu-se em várias modalidades como ilustração, cartaz, tapeçarias, murais, arquitectura e 'cartoon'. Iniciou-se como figurativista, mas, uma vez em Paris, depois do contacto com Manet, Matisse  e Cézanne, enveredou pelo pós-impressionismo. Em meados da década de 20 regressou a Portugal, onde se dedicou à Pintura. Da sua vasta obra citaremos 'Menina da Havaneza', 'Vista de Gouveia', 'Partida de Damas', 'Tejo', 'Rosas Amarelas' e vários 'Auto-Retratos'. Na última fase da sua carreira o artista  retratou muita e variada gente da sociedade portuguesa, e montou a maior galeria de retratos de Portugal.

Em 1985 foi inaugurado em Gouveia o Museu Municipal de Arte Moderna Abel Manta.

 
Praceta Abel Salazar
2650-406 ALFORNELOS
 

 

Abel de Lima Salazar - 1889-1946-

Médico e artista plástico, nasceu em Guimarães em 1889 e faleceu em Lisboa em 1946. Doutorou-se em 1915, na Faculdade de Medicina do Porto com um Ensaio de Psicologia Filosófica. Foi Director do Instituto de Histologia e Embriologia onde realizou uma série de notáveis trabalhos de investigação. Em 1935, começou a ser perseguido por razões de ordem política e foi afastado da regência da sua cátedra. Além de cientista de renome internacional, foi também, pintor, pedagogo, prosador, crítico, filósofo criador e sistematizador, divulgador de doutrinas e ideais progressistas. Toda a sua actividade intelectual revela o democrata activo, defensor da  verdade e da justiça social. «Nunca fui político (...), - afirmou um dia Abel Salazar num manuscrito -, mas tenho deveres sociais a cumprir, que cumprirei conforme os ditames da ética científica».

Rua Dr. Abel Varzim
2650-304 ALFORNELOS
 

Abel Varzim da Cunha e Silva -1902-1964-

Sacerdote, escritor e jornalista, nasceu em Cristelo,  Barcelos em 29 de Abril de 1902 onde faleceu em 1964.Doutorou-se em Ciências Político-Sociais na Universidade de Lovaina (Bélgica) no ano de 1934.Regressado a Portugal, fundou o Centro de Estudos e Acção Social, para universitários em 1942. Desenvolveu intensa actividade jornalística nos diários 'Novidades', 'Comércio do Porto' e 'Jornal de Notícias'.Foi deputado na 2a legislatura da Assembleia Nacional de 1938 a 1942, onde se celebrizou pelas intervenções em defesa dos direitos dos trabalhadores, das classes desfavorecidas e do sindicalismo, nomeadamente através da Liga Operária Católica.A frontalidade e a coragem em defesa da Justiça Social valeram-lhe perseguições e o seu afastamento de Lisboa, vindo a fixar-se na sua terra natal por imposição do Governo de então.Foi condecorado,  a titulo póstumo, com a Ordem da Liberdade, no 30º aniversário da sua morte, pelo Presidente da República  Dr. Mário Soares.

 

Rua Adriano Correia de Oliveira
2650-405 ALFORNELOS
 

Adriano Correia de Oliveira -1942-1982-

Nasceu em 1942 em Avintes, aos 17 anos ingressou na Universidade de Coimbra, para frequentar o curso de direito e tornou-se membro do Orfeão Académico.Juntamente com José Afonso, foi um dos principais renovadores da canção de Coimbra,  iniciador do movimento de renovação da música em Portugal, que ficaria conhecida por 'balada', e uma das principais vozes da Resistência ao fascismo.Cantou inúmeros poetas, tendo sido o principal responsável pela divulgação de Manuel Alegre*,  António Gedeão, Fernando Assis Pacheco, Luís de Andrade e Manuel da Fonseca, entre outros. A canção  A trova do vento que passa*  faz parte de um conjunto de melodias que encantaram e prevaleceram como baluartes da canção de intervenção, e testemunho do seu profundo amor à causa da Liberdade. Adriano Correia de Oliveira empenhou-se no combate político e cultural, antes e depois do 25 de Abril, até à sua morte.  Permanece como um dos artistas mais importantes da segunda metade do século XX.Faleceu em Avintes em 16 de Maio de 1982.

Rua Praceta Amadeu de Sousa Cardoso
2650-392 ALFORNELOS
 

  

Amadeu de Sousa Cardoso -1887-1918-

 Desenhador e caricaturista, foi o percursor de formas modernistas a nível internacional.Nasceu em Manhufe, Amarante, em 1887e faleceu em Espinho em 1918.Aos 18 anos Amadeu matriculou-se na Academia de Belas - Artes em Lisboa, tendo manifestado a sua arte no desenho, especialmente como caricaturista.Aos 19 anos mudou-se para Paris, com a finalidade de estudar arquitectura, projecto que abandonou para voltar à caricatura. Conviveu com os maiores artistas daquela época e participou em diversas exposições na Europa e nos Estados Unidos.Ainda em Paris, tomou contacto com o impressionismo, o expressionismo e o cubismo, sendo considerado um dos pioneiros mundiais da arte abstracta.Em 1913 regressou à sua terra natal e desenvolveu, com Almada Negreiros e Santa-Rita, diversas acções de divulgação cultural. Em duas exposições realizadas em Lisboa e no Porto as suas obras foram criticadas e ridicularizadas, sofrendo a incompreensão alheia que sempre é dada aos eventos ditos de vanguarda.Só alguns anos após a sua morte o nome de Sousa Cardoso ganhou em Portugal a importância e o reconhecimento que possuía no Estrangeiro.
Em 1935 foi criado o 'Prémio Sousa Cardoso' para distinguir os pintores modernistas.Em 1953 a Biblioteca-Museu de Amarante deu a uma das suas salas o nome do pintor.

Largo Ana de Castro Osório
2650-390 ALFORNELOS
 

Ana de Castro Osório -1872-1935-

Escritora, feminista e activista republicana, nasceu em Mangualde, a 18 de Junho 1872, e faleceu em Setúbal, a 23 de Março de 1935. É considerada a fundadora da literatura infantil no nosso país. Escreveu alguns livros que foram utilizados como manuais escolares e publicou ainda uma obra marcante na sua época, a colecção Para as Crianças, que lhe ocupou perto de quatro décadas de trabalho. Traduziu contos dos irmãos Grimm, de Hans Christian Andersen e outros escritores estrangeiros; escreveu também peças de teatro infantil. Viveu no Brasil com o marido - o poeta Paulino de Oliveira, que foi cônsul de Portugal em São Paulo - de 1911 a 1914; lá exerceu as actividades de professora e escritora, tendo alguns dos seus livros sido adoptados em escolas brasileiras. Mas não foi só nesta área que Ana de Castro Osório se distinguiu; tendo nascido durante a Monarquia, lutou pelos ideais republicanos e também pela defesa dos direitos das mulheres, tendo fundado a Liga Republicana da Mulheres Portuguesas, e sido sub-inspectora do Trabalho Feminino. Escreveu livros sobre os problemas das mulheres da sua época. Foram-lhe atribuídas as condecorações da Ordem de Santiago, que não aceitou, e a Ordem de Mérito Agrícola e Industrial.

Rua António Cândido
2700-268 ALFORNELOS
 

 António Cândido

Sidónio Pais e a elite política amarantina, 1850-1922: elementos para o estudo das raízes familiares de Amadeo de Souza Cardoso
Armando B. Malheiros da Silva and Luís Pimenta de Castro Damásio

263 pp., Amarante: Câmara Municipal de Amarante (2000)
ISBN 972-98539-1-6

Overview by Agustina Bessa-Luís

Notícias preciosas são as que tiram do poço da memória a água pura que António Cândido vive. Porque a água viva é que a razão sustenta acima do barro humano, que mais pesa do que o sentimento.A obra dada aqui ao conhecimento dos leitores é inexcedível de investigação. A paciência que nas celas dos conventos fazia por com o saber é aqui demonstrada e recebe o nosso aplauso com um ramo de flores antigas que se deviam aos poetas. Há muito de poesia numa vida que se descobre. Esta vida é a de António Cândido, a Águia do Marão.

...Vamos honrar este livro insigne que nos traz António Cândido com passo medido de assombros e perplexidades. Foi um homem radioso a quem o bronze, numa praça da cidade, não calha bem. Devia ser talhado em pedra, porque a pedra, como disse um escultor, é um material mudo e só deixa ver o que o artista nela grava. A pedra é feita para a água, o vento que nela se escrevem. O que fez a celebridade de António Cândido? Foi o génio, a voz sonora, o gesto de tribuno? Não foi só isso. Ele teve a inteligência dum ideal. Sabia que o ideal se consuma pela simples resistência à tentação dos factos. Todos os poderes da fé humana ele sabia que se explicam pelo altruísmo. E este nasce - de quê? Dum amor que não se teve por amor; duma fraqueza do coração, que foi imaginação, mais do que realidade. São estes os mistérios humanos. Reviver na obra das artes e dos mesteres o que se sonhou, e não o que se viveu apenas.

Agustina Bessa-Luís
Gólgota, 7 de Outubro de 2000

Rua António Ferreira
2650-386 ALFORNELOS
 

 ANTÓNIO FERREIRA -1528-1569-

Poeta e dramaturgo, nasceu em Lisboa em 1528. Seu pai foi escrivão da fazenda em casa do Duque de Coimbra em Setúbal o que lhe facilitou o contacto com Fernão Mendes Pinto. Em 1548 entrou na Universidade de Coimbra onde adquiriu o grau de doutor em 1555. Nesta época escreveu os seus primeiros livros de poemas. A par dos códigos legais  dedicou-se com afinco à poesia da antiguidade clássica.Horácio foi o seu poeta favorito, e a sua admiração pelos clássicos fê-lo desdenhar a poesia da velha escola, representada por Gil Vicente.Ao contrário da maioria dos poetas portugueses do seu tempo, Ferreira nunca escreveu em língua espanhola, privilegiando a língua nacional, pelo que sempre chamou às suas obras poéticas 'Poemas Lusitanos'. Aprofundou o seu conhecimento dos poetas italianos do renascimento, e dos mestres de grego e latim. Colaborou com Sá de Miranda no seu movimento de actualização das formas poéticas utilizadas até então, o que lhe valeu ser considerado  'um dos reformadores do gosto literário'.Escreveu sonetos, odes, comédias, mas a sua obra por excelência foi 'INÊS DE CASTRO' (1557), baseada na história de amor de D. Pedro l e D. Inês.Esta foi a primeira tragédia do renascimento português, (traduzida para inglês em 1597, e depois para francês e alemão) e a segunda na moderna literatura europeia. Foi impressa em Lisboa  em 1587 e publicada por seu filho, Miguel Leite Ferreira, em 1598, incluída em 'Poemas de Ferreira'.A troca de Coimbra por Lisboa, então o grande empório comercial, onde reinava a intriga e os maus costumes, feriu o seu fino sentido de honra, tornou-o um homem triste e quase o anulou para a poesia.Em 1569 uma terrível epidemia de febre do carbúnculo matou cerca de 50.000 habitantes de Lisboa.Ferreira, que permaneceu na cidade para prestar ajuda onde ela fosse necessária, faleceu, vítima da doença, em 29 de Novembro desse mesmo ano.

 
Rua António José Silva
2650-382 ALFORNELOS
 

António José da Silva -1705-1739

nasceu no Rio de Janeiro em 1705 . Poeta, comediógrafo e advogado, é originário de uma família de cristãos-novos, perseguida pela Inquisição, facto que lhe valeu a alcunha de “o Judeu“. Forma-se em Direito na Universidade de Coimbra e em 1737 é preso acusado de actividades judaizantes pela Inquisição. É executado em 1739 num auto-de-fé. Criador do moderno teatro popular português, autor várias óperas, concebidas para bonifrates (marionetas). Das obras destacam-se: Vida do Grande D. Quixote de la Mancha, Esopaida ou Vida de Esopo, Os Encantos de Medeia, Anfitrião ou Júpiter e Alcmena, Labirinto de Creta, Guerras de Alecrim e manjerona (foto), Variedades de Proteu, Precipício de Faetonte, etc.

Largo Ary dos Santos
2650-146 ALFORNELOS
 

 

 José Carlos Ary dos Santos -1937-1984-

Nasceu em Lisboa a 7 Dezembro de 1937 e morreu a 18 de Janeiro de 1984. Aos 17 anos os seus poemas são seleccionados para a Antologia do Prémio Almeida Garrett. Em 1963 dar-se -ia a sua estreia efectiva com a publicação do livro de poemas ' A Liturgia do Sangue'. Em 1969, inicia-se na actividade política ao filiar-se no PCP, participando de forma activa nas sessões de poesia do então intitulado 'canto livre perseguido'. Concorre ao Festival da Canção da RTP com os poemas ' Desfolhada'e 'Tourada', obtendo os primeiros prémios. Autor de mais de seiscentos poemas para canções,  interpretadas por grandes vozes como: Amália, Carlos do Carmo, José Afonso, Paulo de Carvalho, Fernando Tordo e Simone de Oliveira, entre outros,  foi um dos mais talentosos poetas da sua geração. Conhecido pela sua linguagem irreverente e ágil  contribuiu para a viragem da música popular portuguesa. Após a Revolução, Ary continuou a escrever canções: 'Portugal Ressuscitado', escrita em cima dos acontecimentos, foi a primeira canção sobre o 25 de Abril. O seu nome foi dado a um largo do Bairro de Alfama, descerrando-se uma lápide evocativa na casa da Rua da Saudade, onde viveu praticamente toda a sua vida. 

 
Rua Brites de Almeida
2650-358 ALFORNELOS
 

Brites de Almeida nasceu em Santa Maria de Faaron (hoje Faro), a meio do século XIV . Viveu quase sempre com os pais, gente humilde. Maria rapaz,  desde pequena que gostava de resolver tudo à pancada.Ao ficar órfã, aos 20 anos, aplicou o pouco dinheiro herdado na aprendizagem do uso da espada e na compra de boas lâminas, e os seus feitos nas feiras, onde vencera muitos valentões à espadeirada, despertaram a curiosidade de um soldado alentejano. que aceitou o desafio de com ela esgrimir. Se o soldado ganhasse, Brites casar-se-ia; se perdesse, ela matá-lo-ia, e assim aconteceu. Fugiu até Faro, onde roubou um bote com a intenção de chegar a Espanha, mas uma trupe de piratas  levou-a para Argel e aí a vendeu a um árabe rico; aguentou mais de um ano até convencer outros dois escravos portugueses a fugir para Portugal. Disfarçou-se de homem e seguiu para Torres Vedras, onde comprou dois machos e se transformou num almocreve. Depois de se envolver em várias contendas e provocar algumas mortes, Brites abandonou Lisboa e apanhou um barco para Valada, de onde, já vestida de mulher, acabou por ir parar a Aljubarrota. Para sobreviver, cansada e sem recursos, começou a pedir esmola à porta de um forno, despertando a atenção da padeira, que já ia avançada na idade e viu nela uns bons braços para o manejo da pá. Não se enganava a velha, que morreria antes do episódio que poria o nome de Brites de Almeida na História.Na noite de 14 de Agosto de 1385, já dona do forno, ao regressar de uma olhadela à batalha de Aljubarrota, a Padeira Pesqueira (como lhe chamavam) deparou com uns castelhanos fugitivos A corajosa algarvia levantou a pá e, diz-se, a cinco rachou-lhes a cabeça, a um outro quase o degolou, pouco antes de deixar o último com as tripas ao sol. Ao fazer 40 anos, casou-se com um lavrador rico que muito a admirava e foi mãe da «Velha de Dio», a mulher de quem se diz ter enfrentado cem mouros, conseguindo trancá-los numa casa. E nunca mais se ouviu falar de Brites de Almeida, desconhecendo-se a data da sua morte, mas a Padeira de Aljubarrota faz parte da História de Portugal. A pá foi religiosamente guardada como estandarte de Aljubarrota por muitos séculos, fazendo parte da procissão do 14 de Agosto.

 
 
Rua Cândido de Oliveira
2650-353 ALFORNELOS
 
 
 
 
 

Cândido Fernandes Plácido de Oliveira -1896-1958-

Nasceu a 24 de Setembro de 1896 na vila alentejana de Fronteira e faleceu a 23 de Junho de 1958 em Estocolmo, durante o Mundial de futebol, quando, com Ribeiro dos Reis (um dos três fundadores de A BOLA), fazia a cobertura da competição para o jornal. Órfão de pai, entrou para a Casa Pia de Lisboa com oito anos. Ali se formou como homem,  jogador e atleta,  jogador internacional, treinador, jornalista, pedagogo, fundador e director de clubes.Foi campeão de Lisboa de luta greco-romana, capitaneou os grupos de honra (como então se chamava ao escalão sénior) do Benfica, do Casa Pia e da Selecção A, formou e orientou a equipa nacional que esteve nos Jogos Olímpicos de Amesterdão (1928), pertenceu ao Conselho Técnico da Federação Portuguesa de Futebol (da qual foi sócio honorário), exerceu diversas vezes o cargo de seleccionador nacional, criou estilos e fez escola no Sporting, Belenenses, F.C.Porto e Académica.Estreou-se em 1919 no diário desportivo Vitória. Durante anos sucessivos dispersou a sua actividade pelos mais importantes jornais desportivos e mesmo pelos diários. Fundou, e dirigiu, a revista Football e os jornais Gazeta Desportiva e A BOLA, onde conheceu o maior esplendor como jornalista. Escreveu os tratados mais lidos.  que existem na bibliografia futebolística portuguesa: Futebol: DesportoRebelou-se contra a ditadura, foi preso e levado para o forte de Caxias, até seguir para o campo da morte, o Tarrafal. Por ocasião das comemorações do 50.º aniversário de A BOLA, o Presidente da República, Mário Soares, condecorou-o, a título póstumo, com a grã-cruz da Ordem do Mérito.

Rua Capitães de Abril
2650-348 pares14-26
2650-349 pares 2 -6B e Q, Sapateiro
2650-350 ímpares 43-45
2650-351 ímpares 29-41
2650-352 ímpares 1-23A 

O 'Movimento dos Capitães' surgiu em Agosto de 1973 no seio das Forças Armadas, protagonizado pelos oficiais intermédios e subalternos, e em breve se transformou num movimento de clara contestação política que culminou com o derrube do regime em 25 de Abril de 1974. O movimento dos capitães está assim na origem do MFA. As forças armadas  haviam sido durante quase meio século o principal apoio do fascismo, mas ganhas para a causa da revolução democrática, acabaram por vibrar o golpe mortal na ditadura. O país libertava-se, assim, de uma ditadura com quase 50 anos, saindo de um longo ciclo de atraso cultural, económico e político, de uma dolorosa guerra colonial e de um completo isolamento internacional. Com a madrugada libertadora de Abril, os portugueses reencontravam-se com a sua dignidade e Portugal reencontrava-se com o mundo. O país passou a olhar para os seus militares e governantes como referências cívicas e nacionais. De Mário Soares a Sá Carneiro, de Freitas do Amaral a Álvaro Cunhal.  E se os generais Spínola e Costa Gomes mereciam respeito e admiração, os verdadeiros heróis da liberdade reconquistada eram - e continuam a ser -  os Capitães de Abril.

 

Praceta Carolina Beatriz Ângelo
2650-346 ALFORNELOS
 

Carolina Beatriz Ângelo

Nasceu na Guarda em 1877.Frequentou a Universidade de Lisboa, onde se licenciou em Medicina, especializando-se em Ginecologia. Foi a primeira mulher a exercer a profissão de médica cirurgiã. Casou-se com um médico e sete anos depois enviuvou, tendo uma filha a cargo. Naquela altura o direito de voto era reconhecido apenas a 'cidadãos portugueses com mais de 21 anos, que soubessem ler e escrever e fossem chefes de família'. A 28 de Maio de 1911, Carolina Beatriz Ângelo insistiu em votar,  invocando a sua qualidade de chefe de família (uma vez que era viúva e mãe), e conseguiu que um tribunal lhe reconhecesse esse direito. Para evitar que este terrível precedente se repetisse, a lei foi alterada no ano seguinte, com a especificação de que apenas os chefes de família do sexo masculino poderiam votar.  Apenas em 1931 o direito de voto foi facultado às mulheres, desde que tivessem um curso universitário ou estudos secundários completos. Em 1968, esse direito foi alargado a todas as mulheres, embora não pudessem votar para eleições autárquicas. Carolina Beatriz Ângelo foi assim a primeira mulher a votar no quadro dos doze países europeus que vieram a constituir a União Europeia (UE) até ao mais recente alargamento, em 1996. Só em 1974, após a Revolução de Abril, todas as limitações ao voto das mulheres foram retiradas.  

Estrada da Correia
2650-328 ALFORNELOS
 

 

Rua Damião de Góis
2650-320 pares 36-44
2650-321 pares 20-34A
2650-322 pares 2-18
2650-323 ímpares 19-27
2650-324 ímpares 9-15C
2650-325 ímpares 1-5
 

Damião de Góis -1502-1574-

Nascido em Alenquer, em Fevereiro de 1502, de uma família nobre, entrou para o serviço do Paço em 1511, primeiro como pagem e, depois, em 1518, como moço de câmara de D. Manuel I.D. João III, nomeou-o, em 1523, escrivão da feitoria portuguesa de Antuérpia  onde  teve, então, ensejo de aperfeiçoar a sua cultura humanística, dedicando-se às colecções de pintura, à música (era um cantor talentoso) e, de um modo geral, às chamadas actividades eruditas. Foi, sem dúvida, o máximo expoente do Humanismo em Portugal.Em 1529 iniciou uma série de viagens, que o iriam levar a percorrer a Europa e a contactar com algumas das mais ilustres figuras do seu tempo, como Erasmo de Roterdão, Tomás More, Montaigne e Rabelais, Lutero. Embora com menor projecção mundial, o “nosso” Damião de Góis é digno de ombrear na História com qualquer deles. Frequentou a universidade de Lovaina. Em 1545 foi chamado à Corte para desempenhar as funções de professor do príncipe herdeiro, D. João. É então que o jesuíta Simão Rodrigues  o denuncia à Inquisição de Évora. O processo acaba por ser arquivado, provavelmente por intervenção régia e porque o seu prestígio internacional tornaria bastante incómodo um processo daquela natureza, mas a simples denuncia terá sido o bastante para que a sua nomeação para o cargo oferecido fosse cancelada.Em 1558 o novo rei, Cardeal D. Henrique, encarregou-o de escrever a crónica de seu pai, o rei D. Manuel. Esta obra, dividida em quatro partes (a primeira referente a acontecimentos passados na Metrópole e as restantes referidas ao Ultramar que, ainda hoje, são uma valiosa fonte para o estudo da Expansão Portuguesa) foi concluída em 1567. O modo severo como descreve as perseguições aos judeus criou condições para, quatro anos mais tarde, ser confrontado com a reactivação do seu processo no Santo Ofício.Acusado de “herege, luterano, pertinaz e negativo”, seria, em 1572, condenado a cárcere penitencial perpétuo e à confiscação de bens.Transferido para o mosteiro da Batalha, acabaria por ser libertado, devido ao seu estado de saúde. Na noite de 30 para 31 de Janeiro de 1574, a caminho do mosteiro de Alcobaça, pernoitou num albergue onde o encontrariam, no dia seguinte, morto por efeito das queimaduras que sofrera após, ao que tudo indicava, ter desfalecido sobre a lareira.Em 30 de Agosto de 1945 os restos mortais de Damião de Góis e da sua mulher foram trasladados da igreja de Nª Sra. da Várzea em Alenquer, para uma capela da igreja de S. Pedro, sita na mesma vila.

Praceta Francisco Sá de Miranda
2650-250 ALFORNELOS 

Francisco de Sá de Miranda -1481- 1528

Nasceu em Coimbra,  provavelmente em 1481, filho de Inês de Melo  e perfilhado pelo pai, Gonçalo Mendes de Sá. Fez com brilho os estudos secundários em Santa Cruz de Coimbra. Já no reinado de D. Manuel I, o Venturoso, frequentou  Direito em Lisboa, onde chegou a dar aulas depois de obter o respectivo grau de doutor. Estreita laços de amizade com outro grande escritor do tempo - Bernardim Ribeiro, autor da célebre novela «Menina e Moça». Na Europa, com início em Itália, havia começado no século XIV um grande movimento cultural a que se deu o nome de Renascimento. Sá de Miranda, que por lá andou, talvez entre 1521 e 1526, conheceu novos géneros literários e novas formas métricas. A maior novidade para ele foi o verso de dez sílabas.  As primeiras décadas do séc. XVI são de grande tensão religiosa na Europa. A viagem de Sá de Miranda à Itália coincide com um período agudo das disputas entre teólogos católicos e protestantes. Erasmo e Lutero são os grandes pensadores. Neste mesmo período Gil Vicente é rei e senhor do palco nacional. Há historiadores que afirmam que Gil Vicente atacou duramente, nas suas comédias, o poeta Sá de Miranda, referindo-se directamente ao facto de este ser filho dum cónego.  A Inquisição, estabelecida em Portugal em 1536, por determinação fanática de D. João III,  abria um período de intolerância religiosa, de perseguições, de torturas e de mortes, que havia de durar pelo menos até à Revolução de 1820. Espírito superior, grande humanista, não podia estar de acordo com esta situação.Desgostoso da vida lisboeta, parte para o Minho, casa com D. Briolanja de Azevedo, e passa a viver em Duas Igrejas, freguesia do então concelho de Penela e hoje de Vila Verde. São terras refrescadas pelas águas do rio Neiva, que o poeta celebrou nos seus versos, daí lhe advindo o cognome de «Poeta do Neiva». Aí escreveu uma boa parte da sua obra literária, e aí faleceu em 1528. Jaz na Igreja de S. Martinho de Carrazedo, no concelho de Amares.

 
Praceta Garcia de Resende
2650-246 ALFORNELOS  

Garcia de Resende nasceu em Évora, provavelmente em 1470, onde morreu em 1536. Contemporâneo de Gil Vicente e de Sá de Miranda, Garcia de Resende desenvolveu na corte o seu talento de escritor e de artista, como poeta, músico, desenhador e cronista, granjeando ainda em vida uma aura de homem culto e ilustre.Era de origem  nobre, o que lhe facilitou o acesso à corte de D. João II, em 1490, primeiro como moço de câmara, depois como moço de escrivaninha (secretário particular), conservando o posto até à morte do monarca, em 1495. Durante o reinado de D. Manuel continuou a desempenhar funções na corte. Sabe-se que acompanhou o monarca em 1498, no encontro que este teve com os reis de Espanha. Fez parte da embaixada enviada ao papa Leão X em 1514. Foi nomeado Cavaleiro da Ordem de Cristo em 1515, e, no ano seguinte, escrivão da Fazenda do príncipe D. João.    Dois anos depois recebeu o título de fidalgo da casa do rei. Foi também escrivão da fazenda do príncipe herdeiro, futuro D. João III. Foi um dos poetas que animaram a vida cultural da corte, conhecendo-se dele vários poemas, sendo o mais conhecido as Trovas à Morte de D. Inês de Castro, tema que viria a ter grande sucesso na literatura portuguesa. Em 1516, seguindo o exemplo que vinha de Espanha, recolheu muitos dos poemas que haviam sido produzidos no ambiente palaciano por numerosos poetas, ao longo de dezenas de anos num 'Cancioneiro Geral'. A obra reúne cerca de mil poemas, a maioria de temática amorosa ou satírica, escritos por quase 300 poetas. Vários deles estão escritos em castelhano, o que era natural na época, dado o prestígio da literatura espanhola na época e o bilinguismo da corte portuguesa. A partir de 1530, para ultimar os seus escritos, retirou-se para as suas propriedades no Alentejo, onde faleceu em 1536.A capela tumular de Garcia de Resende, por ele mandada construir, ergue-se na cerca do Convento de Nossa Senhora do Espinheiro, próximo de Évora.

Praceta Gomes Leal
2650-243 ALFORNELOS  

António Duarte Gomes Leal -1848-1921

Foi escrevente de um notário de Lisboa, o que contribuiu para a sua iniciação precoce na literatura e política. Ingressou no Curso Superior de Letras, não chegando a terminá-lo. Tomando conhecimento com obras de Marx, Darwin, Renan e Proudhon, entusiasma-se com o socialismo, aproximando-se ideologicamente de Antero de Quental e Oliveira Martins.Só foi reconhecido como poeta em 1869, quando publicou o folhetim 'Trevas' na Revolução de Setembro. É apresentado por Luciano Cordeiro como um dos 'poetas Novos', a par de Teófilo Braga, Antero de Quental, Guilherme Braga e Guerra Junqueiro, entre outros. Escreve não só inúmeros folhetins, como funda com Magalhães Lima, Silva Pinto, Luciano Cordeiro e Guilherme de Azevedo, em 1872, o jornal satírico 'O Espectro de Juvenal'. Outras das suas obras são O Tributo de Sangue (1873), A Canalha (1873), Claridades do Sul (1875), A Fome de Camões (1880), A Traição (1881), O Renegado (1881), História de Jesus (1883), O Anti-Cristo (1886), Fim de Um Mundo (1900), A Mulher de Luto (1902), A Senhora da Melancolia (1910).Depois da morte da mãe, que o deixa na miséria, converte-se ao Catolicismo, o que lhe valeu o abandono dos amigos, sendo recolhido em 1913 por uma pessoa piedosa. Conheceu a extrema miséria e a demência, até que escritores como Teixeira de  Pascoaes lançaram um apelo a seu favor, conseguindo que o Parlamento lhe votasse uma pensão anual, que foi o seu sustento até à morte, em 1921. 

Rua Isabel Aboim Inglês 2650-233
Travessa Isabel Abiom Inglês 2650-232
 

Maria Isabel Hahenman Saavedra de Aboim Inglês  1902-1963

Nasceu em Lisboa, na Rua Nova do Loureiro, no Bairro Alto em 7 de Janeiro de 1902 e faleceu nesta cidade em 7 de Março de 1963. Maria Isabel cresceu, brincou e estudou em Lisboa. No Liceu Pedro Nunes tirou o curso complementar de Letras. Foi aí que conheceu o jovem Carlos Aboim Inglês, com quem veio a casar-se aos 20 anos. Inteligente, culta, espírito aberto ao mundo e à cultura, depois do 5º e último filho,  matriculou-se na Faculdade de Letras de Lisboa, tirando, com resultados brilhantes, o curso de Ciências Histórico - Filosóficas. Um dos professores convidou-a para assistente na Universidade mas, com cinco filhos pequenos, viu-se obrigada a recusar. Dois anos depois apresentou a tese de licenciatura sobre «A Influência dos Descobrimentos na Sociedade Portuguesa», ao mesmo tempo que fundava o Colégio Fernão de Magalhães, na Rua dos Lusíadas. Directora e professora do colégio Maria Isabel foi para os alunos uma companheira mais velha e mais experiente, compreensiva e humana, ensinando e respeitando a liberdade de cada um e a colectiva.Foi dirigente do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas , depois da Associação Feminina Portugue­sa para a Paz e, quando o general Norton de Matos foi candidato à Presidência da República,  percorreu o país de lés-a-lés, falando em assembleias populares realizadas em quase todas as cidades. Tanto a temiam e perseguiam que, uma vez, em campanha, quando se preparava para discursar, a polícia ameaçou-a de que se falasse  prenderia o seu filho. O amor aos filhos e o respeito pela sua dignidade pessoal e cívica, nela não tinham limites. Maria Isabel falou, e o Carlos foi preso.Proibiram-lhe as aulas de História e de Filosofia na Universidade; tempos depois, afastaram-na de assistente, fecharam-lhe o colégio e impediram-na de prosseguir o curso de Sociologia que mantinha na Escola de Enfermagem. Retiraram-lhe os diplomas de professora do ensino oficial e do particular. Antes, aos 44 anos, haviam-na prendido pela primeira vez, voltando a ser encarcerada dois anos mais tarde.Impedida de leccionar, montou um atelier de modista, deu aulas particulares, fez traduções, etc.Em 1953 uma Universidade brasileira convidou-a para leccionar Filosofa.E foi quando se deslocava no seu pequeno carro, de casa de uma aluna para a de outra que a morte lhe chegou. Foi na Av. Estados Unidos, em Lisboa. Serenamente, encostou o carro e fechou os olhos para sempre. Foi numa quinta-feira à tarde, 7 de Março de 1963. Fizera há pouco 61 anos. - Uma vida de dignidade e de coragem exemplares.

Extracto de um artigo publicado no Jornal 'o diário' em 1984.

Autores: Isabel César Anjo e Alberto Pedroso

 
Largo João das Regras
2650-288 ALFORNELOS  

JOÃO DAS REGRAS (DOUTOR)   ( ? - 1404)

Filho adoptivo de Álvaro Pais, viveu no século XIV. Este grande legista teve um papel importante na defesa dos direitos do Mestre de Avis ao trono de Portugal, nas Cortes de Coimbra em 1385. Segundo Fernão Lopes, este homem de leis exaltou de tal modo as qualidades e o valor do Mestre de Avis como Regedor e Defensor do Reino durante a crise da sucessão e a revolução que se lhe seguiu, que a escolha daquele para rei de Portugal foi aplaudida por todos os presentes.De ascendência ilustre, era sobrinho de outro eminente legista, Lopo Afonso. Em 1385, por ocasião da subida de D. João ao trono, tornou-se chanceler do reino, opondo-se à nobreza em favor do poder real. Dotado de vastíssima cultura humanista e jurídica, inspirou um sem-número de leis importantíssimas na época, e dirigiu a Universidade de Lisboa como reitor. A sua maior contribuição para com o direito, contudo, foi a magnífica tradução que fez da Compilação de Justiniano. Depois desta prestação política, pediu ao rei D. João I os terrenos de uma quinta em S. Domingos de Benfica para a construção de um convento dominicano, ao que o rei acedeu de bom grado. Depois de construído o convento, o Doutor João das Regras ingressou nele como frade e aí se manteve até à morte. O seu túmulo com a  estátua jacente encontra-se na Igreja de Nossa Senhora do Rosário, integrada no dito convento, hoje pertença do Instituto Militar dos Pupilos do Exército.

 
Rua Joaquim Barradas de Carvalho
2650-225 ALFORNELOS  

Nasceu no dia 13 de Junho de 1920 em Arroios, no Alentejo.

Formou-se em História e Filosofia em 1946 pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, revelando a vocação para o campo no qual desenvolveria seus trabalhos: a História das Idéias e, mais precisamente, a História das Mentalidades.

Barradas produziu mais de 100 artigos, estudos e ensaios, que publicou nas melhores revistas, como Les Annales, Bulletin d´Etudes Por-tugaises, Caravelle, Revista de História de São Paulo (aqui deixou também muitos trabalhos em colaboração com seus alunos, hoje professores ocupando postos importantes na rede universitária brasileira). Alguns de seus estudos são clássicos, como o relativo à introdução dos algarismos arábicos na contabilidade portuguesa, ou sobre a noção de experiência no vocabulário português do Renascentismo, ou ainda, sobre a passagem da História-crónica à História-ciência.

Joaquim faleceu em Lisboa a 18 de Junho de 1980, aos 60 anos.  Morreu como professor extraordinário, apesar de não ter chegado ao posto mais alto da carreira universitária.

Praça José Afonso
2650-221 ALFORNELOS  

José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos, 1929-1987

Quando, em 1930, o pai, José Nepomuceno Afonso, foi colocado em Angola,  como delegado do Procurador da República, Zeca Afonso, por razões de saúde, permaneceu em Aveiro, confiado aos cuidados de uma tia e do tio Xico, 'republicano anticlerical, anti-sidonista'.Tinha então um ano e meio, e cresceu  rodeado da ternura das primas e dos tios. De 1932 a 1937 José Afonso viveu com os pais e irmãos em Angola, o que lhe causou uma profunda ligação ao continente africano que se reflectirá pela sua vida fora. Regressa a Aveiro mas breve se reencontra com os pais e irmãos em Lourenço Marques com quem viverá pela última vez em conjunto até 1938. Quando, nesse ano, voltou para o continente, José Afonso foi viver para casa do tio Filomeno, (seguidor do salazarismo, pro-franquista e pro-hitleriano) então presidente da Câmara em Belmonte,  e aí completou a instrução primária. Seus pais, que  entretanto se haviam deslocado para Timor, foram aprisionados pelos ocupantes japoneses, durante três anos, até 1945. Em 1940 instalou-se  em Coimbra em casa de uma tia e aí as suas pulsões mais íntimas sobrepuseram-se às influências familiares. Fez o liceu e a universidade em Coimbra, formando-se em Ciências Histórico - Filosóficas. Foi professor em vários pontos do País. Em 1958 José Afonso grava o seu primeiro disco 'Baladas de Coimbra' enquanto acompanha o movimento em torno da candidatura presidencial de Humberto Delgado. Mais tarde grava 'Os Vampiros' que, juntamente com 'Trova do Vento que Passa' (escrita por Manuel Alegre e cantada por Adriano Correia de Oliveira) constituem um marco fundamental da canção de intervenção e de resistência antifascista. Gravou também 'Menino d'Ouro' e 'Menino do Bairro Negro' em 1962 e 1963. Em 1964 parte para Moçambique, onde então conhecerá a fotografia amarga da sociedade colonial moldada ao estilo do 'apartheid' de Pretória. Professor de liceu, desenvolve uma intensa actividade política contra o colonialismo, o que lhe traz problemas com a PIDE e com a administração colonial, sendo-lhe vedada a sua actividade no ensino. Mais tarde regressa a Portugal onde é colocado como professor em Setúbal, donde posteriormente é expulso. Para sobreviver dá explicações e grava o seu primeiro LP, 'Baladas e Canções'. Em 1967-70, Zeca protagoniza uma intervenção política e musical ímpar, convertendo-se num símbolo da resistência. Várias vezes detido pela PIDE, mantém contactos com a Luar, PCP e esquerda radical. Em 69 participa no 1º Encontro da 'Chanson Portugaise de Combat' em Paris e empenha-se fortemente na eleição de deputados à Assembleia Nacional da CDE de Setúbal. Grava o LP 'Cantares de Andarilho' recebe o prémio da Casa da Imprensa pelo melhor disco do ano, e o prémio da melhor interpretação. Alvo de censura José Afonso passa a ser tratado nos jornais por Esoj Osnofa!Em 1971, com arranjos de José Mário Branco, edita o album 'Cantigas de Maio' do qual consta 'Grândola Vila Morena' que se tornará um símbolo da revolução de Abril. Desde então Zeca participa em vários festivais. É publicado o livro 'JOSÉ AFONSO', coordenado por Viale Moutinho e lançado o LP 'Eu sou como a toupeira'.Em 1973 canta no III Congresso da Oposição Democrática e grava 'Venham mais cinco'.Em 29 de Abril desse ano é preso em Caxias. Após a Revolução dos Cravos, empenhou-se no apoio a organizações populares de base, ao mesmo tempo que participa em numerosos 'cantos livres'.. Grava o LP 'Coro dos Tribunais' onde conta com a colaboração de Fausto, Adriano Correia de Oliveira, Vitorino e José Niza, entre outros. Em 1975 canta em inúmeros espectáculos de dança e lança 'Com as minhas tamanquinhas'.Em 1976 apoia Otelo Saraiva de Carvalho na candidatura à presidência da república.Em 1981 actua no Theatre De La Ville de Paris, compõe a música de 'Fernão Mendes' para a 'Barraca' e grava 'Enquanto há força' e 'Fura fura'. Em 1985 José Afonso já se encontra doente, e o Coliseu de Lisboa é o palco do seu último espectáculo. As homenagens multiplicam-se e é condecorado com a Ordem da Liberdade. Já muito enfermo, em 1985, apoia a candidatura de Lourdes Pintassilgo à presidência da república. É editado o seu último disco, 'Galinhas' Morreu em Setúbal, a 23 de Fevereiro de 1987, com 57 anos.

 

Praça José Rodrigues José Migueis
2650-211 ALFORNELOS  

José Rodrigues Miguéis, 1901-1980

Bastante jovem ainda, colaborou com vários jornais e revistas nacionais, no conturbado período em que a República se implantava em Portugal. Foi jornalista da revista Seara Nova (1922), da República, d'O Globo (do qual foi director juntamente com Bento Caraça) e d'O Diabo, tendo ficado conhecido nesta altura como orador e ideólogo político. Em 1924 concluiu a sua licenciatura em Direito. Exerceu advocacia e foi professor do ensino secundário.  Foi também o fundador do Clube Operário Português.Em 1933, bolseiro da Junta de Educação Nacional, licenciou-se em Ciências Pedagógicas na Universidade de Bruxelas.Em 1935, desiludido a vários níveis, exilou-se nos Estados Unidos, onde fez conferências em várias universidades e foi Assistant Editor das Selecções do Reader's Digest. Passou, entretanto, alguns períodos em Portugal e no Brasil.Foi membro efectivo da Hispanic Society of America, foi eleito académico correspondente da Academia das Ciências de Lisboa em Janeiro de 1976. Foi agraciado com a Ordem Militar de Santiago da Espada, no Grau de Grande Oficial, em Maio de 1979. A sua obra tem sido alvo de numerosos estudos apresentados sob a forma de teses de doutoramento, e encontra-se traduzida em inglês, italiano, alemão, polaco, checo e russo.Faleceu nos Estados Unidos em 27 de Outubro de 1980. 

Rua Josefa d' Óbidos
2650-210 ALFORNELOS  

Josefa de Óbidos, 1630-1684

Nasceu  na paróquia de S. Vicente em Sevilha.Era filha de D. Catarina de Ayala Camacho Cabrera Romero (natural da Andaluzia), irmã do pintor sevilhano Barnabé de Ayalla, e de Baltazar Gomes Figueira importante pintor português com obra em Évora. Bem cedo, a sua família se mudou para Óbidos (Portugal).Josefa de Óbidos é a mais conhecida mulher-pintora (facto raro no seu tempo) do Barroco nacional, considerada uma grande pintora do século XVII português e peninsular.As obras mais antigas de Josefa de Óbidos que se conhecem, executadas em Coimbra, são duas gravuras: 'Santa Catarina' e 'São José', de 1646 (abertas a buril aos quinze ou dezasseis anos apenas)  a que se seguiram o 'Casamento Místico de Santa Catarina' e 'S. Francisco e Santa Clara adorando o Menino' (1647).Entre 1672 e 1673, Josefa de Óbidos  executou uma série de trabalhos sobre Santa Teresa de Ávila, para o convento das Carmelitas Descalças, em Cascais. O 'Êxtase Místico de Santa Teresa', desta série, revela um grande sentido de dramatismo, realçado pelos vermelhos e amarelos predominantes e, simultaneamente, um tratamento arcaizante das fisionomias da santa e dos anjos. Foi especialista na pintura de flores e objectos inanimados. A influência exercida pelo barroco tornaram-na uma artista com interesses diversificados, tendo-se dedicado, além da pintura, à estampa, à gravura, à modelagem do barro, ao desenho de figurinos, de tecidos, de acessórios vários e a arranjos florais. Assinava e datava seus quadros, usando ora o cognome de Josefa de Óbidos, ora o nome materno Josefa de Ayalla.Josefa de Ayala faleceu em 22 de Julho de 1684, tendo sido enterrada sob o altar de Nossa Senhora do Rosário da Igreja de S. Pedro em Óbidos.

 Cordeiro Pascal 1660-1670
 
 
Quinta dos Lilases
2650-431 ALFORNELOS  
 
 
Rua Manuel Valadares
2650-192 ALFORNELOS  

Manuel Valadares 1904-1982

Licenciou-se em Ciências Físico-Químicas em 1926, na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, onde foi assistente de Física desde 1927 até 1947, e assistente do Instituto Português de Oncologia de 1929 até 1932. Estagiou como bolseiro da Junta da Educação Nacional, no Instituto do Rádio de Genebra e no Laboratório Curie de Paris. Em 1933 obteve o título de «Docteur ès Scienees Physiques» pela Faculdade de Ciências de Paris. Durante a sua estadia em Paris frequentou o Instituto Mainini, para a Investigação científica das obras de arte do Museu do Louvre e, após ter regressado a Portugal, criou o Laboratório para exame das obras de arte do Museu das Janelas Verdes de Lisboa, onde trabalhou e orientou outros investigadores.Em 1936 fundou, com outros bolseiros do Instituto para a Alta Cultura, o «Núcleo de Matemática, Física e Química». Em 1939 obteve o prémio Artur Malheiro (Ciências Físico-Químicas) da Academia de Ciências de Lisboa com a apresentação do trabalho Análise, por espectrografia de raio X, de transmutações naturais ou provocadas. Muito lhe deve a investigação, no domínio da Física, em Portugal. De 1934 a 1947 orientou vários trabalhos de investigação no Centro de Estudos de Física da Faculdade de Ciências de Lisboa, no domínio do raio X e da Física Nuclear.Em 1947 partiu para Paris,  onde desempenha  funções de «Maître de Recherches» no laboratório Curie de Paris e no Laboratório de l'Aimant Permanent de Bellevue.Próximo do PCP , integra, com outros intelectuais, a Comissão Portuguesa pela Paz (1950).

Praceta Manuela Porto
2650-191 ALFORNELOS  

Actriz nasceu em 1912 e faleceu em 1950.
 
Rua Maria Machado
ímpares 1-21 A 2650-188
pares 2-18 2650-187 

Maria dos Santos Machado, 1890-1956

Nasceu na Ilha de S. Jorge, nos Açores, onde foi professora. Fundou na sua terra natal uma biblioteca para que os seus alunos (e adultos, dos quais também se ocupava), pudessem tomar conhecimento da literatura mundial. Cedo se destacou pelo seu empenhamento na luta contra a ignorância e o obscurantismo, fazendo do seu ofício uma autêntica ferramenta de produção da consciência do homem novo. Como o ambienta da ilha era limitado face às aspirações decide viajar para o continente, tendo continuado o seu trabalho como professora com a perspectiva de introdução do método 'Escola Activa'. Mais tarde conseguiu ainda fundar uma biblioteca em Algés, tendo esta sido inaugurada oficialmente. Foi professora de português na Liga dos Esperantistas Ocidentais, organização considerada ligada ao movimento comunista português, movimento que se desenvolvia na clandestinidade. A sua consciência e generosidade, em função da comunidade, foram duramente penalizadas, com o assalto à sua residência, tendo sido acusada de perigosa activista contra a segurança do Estado Novo e detida pela polícia fascista e só restituída à liberdade passados três meses. Entre 1942 e 1945 tornou-se funcionária clandestina do PCP, tendo trabalhado em tipografias de Avante e de O Militante. Foi presa e torturada pela PIDE. Um caso leva-a de novo à prisão. Em 1945, a 7 de Novembro, a GNR promove uma rusga ao lugar do Barqueiro, freguesia de Maçãs de D. Maria, em Alvaiázere, perseguindo os autores de um furto de fazendas. Por infortúnio, em Barqueiro funcionava à época, uma tipografia do 'Avante!', antes de ser presa Maria Machado, escreveu ao povo de Barqueiro. Maria Machado é condenada a vinte e dois meses de prisão correccional, sendo-lhe retirados os direitos políticos por cinco anos. Maria Machado volta às cadeias da PIDE por mais duas vezes. Em toda a sua vida se observou uma preocupação em torno dos problemas sociais, o que evidencia o lado humanista da sua vida. Já sexagenária, Maria Machado, que fora proibida de ensinar, que tivera de recorrer ao serviço doméstico numa casa particular, como governanta, continuava clandestinamente a dar aulas gratuitas a trabalhadores, apesar da apertada vigilância da PIDE. Impossibilitada de trabalhar, aquela que fora uma das fundadoras da Liga Portuguesa para a Paz, que ensinara a ler e a escrever tantos ferroviários de Campolide, que criara bibliotecas para instruir o povo trabalhador, vivia os derradeiros dias da sua existência num quartinho custeado pelos companheiros de luta, bordando tapetes em ponto de Arraiolos para sobreviver. Muito doente já, teve de percorrer a Amadora à procura de um quarto. O seu cansado coração não resistiu ao esforço e, levada de urgência ao hospital, Maria Machado veio a falecer a 4 de Outubro de 1956.

Rua Maria Veleda
2650-186 ALFORNELOS
 

Maria Veleda, 1871-1955

Nasceu em Faro, orfã de pai aos 11 anos , começou a trabalhar aos 15 dando aulas para ajudar a família.Foi escritora, periodista e professora de português. Republicana convicta, dedicou-se à actividade política até 1921, ano em que abandonou esta faceta pública. Feminista militante, integrou a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, do Grupo das Treze e a Liga de Propaganda Democrática. Da sua obra literária destacamos 'A Conquista', 'Emancipação Feminina', e a colecção infantil 'Cor de Rosa', mas a sua maior produção foi como periodista. Escreveu algumas obras teatrais. Entrou na maçonaria em 1907. É  considerada como a primeira representante do feminismo proletário.

Praceta Mário Henrique Leiria  2650-183
Travessa Mário Henrique Leiria 2650-182
 

Mário Henrique Leiria, 1923-1980

 Poeta e pintor, nasceu em Carcavelos.Frequentou por pouco tempo a Escola de Belas Artes.Entre 1949 e 1951 participou nas actividades da movimentação surrealista em Portugal. Foi co-autor do manifesto surrealista 'A Afixação Proibida'.Exerceu várias profissões: marinha mercante, caixeiro de praça, operário metalúrgico, construção civil. Em 1961 foi para a América Latina onde desenvolveu várias actividades, entre as quais a de encenador de teatro e de director literário de uma editora. Nove anos depois regressou a Lisboa tendo colaborado em várias revistas e jornais nacionais.

Estrada Militar, Bairro Novo
2650-422 ALFORNELOS

Estrada Militar, Bairro Novo
2650-153 ALFORNELOS

Palmira Martinez de Sousa Bastos, 1875-1966

Nasceu na Aldeia Gavinha, Alenquer, filha de modestos artistas ambulantes espanhóis. Estreou-se em 1890 com a peça 'O Reino das Mulheres', no Teatro da Rua dos Condes em Lisboa, com cujo empresário, António de Sousa Bastos, viria depois a casar. Enviuvou em 1911 tendo casado mais tarde com o actor-cantor  Almeida Cruz. Foi uma das maiores glórias do Teatro português, tanto no drama e na comédia como na opereta e na revista. Também integrou o elenco do filme mudo 'O Destino', em 1922. As suas últimas actuações  foram 'O Ciclone' e 'As Árvores Morrem de Pé'  uma peça que ficou na memória de quem a ela assistiu.

Rua Parque Infantil
2650-366 ALFORNELOS

Rua Prof. Mira Fernandes
2650-142 ALFORNELOS

AURELIANO LOPES DE MIRA FERNANDES, 1884-1958

Nasceu em Moreanes, concelho de Mértola, em 16 de Junho de 1884.Completou em Beja o 5º ano do liceu.Prosseguiu os estudos em Coimbra onde obteve o grau de licenciatura em Matemática em 1910. Doutorou-se em Matemática em 1911, com 20 valores, tendo exercido funções de Professor substituto na referida Faculdade.Em 1910, juntamente com o Dr. Brito Camacho, foi eleito deputado pelo Partido Republicano fazendo parte das primeiras Câmaras para elaborar a constituição da República.Depois do seu único mandato deixou de ter qualquer participação activa na política mas manteve-se sempre fiel aos princípios democráticos e republicanos.    Em 1911 foi nomeado cumulativamente Professor Catedrático do Instituto Superior Técnico (I.S.T.) e Professor do Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras em Lisboa.Colaborou com a Academia dei Lincei, foi sócio efectivo da Academia das Ciências de Lisboa e sócio correspondente da Real Academia de Ciências de Madrid.      Em 1943 fundou a Junta de Investigação Matemática conjuntamente com António Monteiro e Ruy Luís Gomes.Manteve assíduo contacto com os mais notáveis Matemáticos do seu tempo. Leccionou no I.S.T. até ao ano lectivo de 1954-1955, data da sua jubilação aos 70 anos de idade.Mira Fernandes fez vários trabalhos de balística, trajectórias de projécteis e também de Física Atómica.Faleceu em Lisboa, em dia 19 de Abril de 1958.

Rua Públia Hortênsia de Castro
2650-141 ALFORNELOS

Públia Hortência de Castro, 1548-1595
 
Foi uma das mais notáveis e célebres figuras do humanismo português. Dotada de uma erudição impar e de um talento precoce extraordinário, impôs–se à estima dos maiores intelectuais do seu tempo.Na sua terra natal aprendeu as primeiras letras. Depois, devido à inteligência e capacidade de estudo demonstrada, foi para Évora e, sob a protecção do seu parente o Arcebispo D. José de Melo, aí se matriculou no curso de filosofia da Universidade. Aos 17 anos de idade assombrava já com as suas capacidades de raciocínio os seus doutos professores. Mais tarde cursou Públia Hortênsia de Castro a Universidade de Coimbra, na companhia de um irmão, tendo aí estudado Retórica, Humanidades e Metafísica. Faleceu sem ter feito obra marcante, mas do seu talento ficou testemunho o que escreveu em alguns livros de prosa e verso, em cartas escritas em latim e em português, e uns diálogos sobre teologia e filosofia, a que deu o título de Flosculos Theologicales.
 
Rua Ruy Belo
2650-131 ALFORNELOS
 

Ruy de Moura Belo (1933-1978) nasceu em São João da Ribeira, Rio Maior, e faleceu em Lisboa, vítima de ataque cardíaco. Licenciado  pela Faculdade de Direito de Lisboa, doutorou-se em Direito Canónico na Universidade de São Tomás de Aquino, em Roma. Abandona a Opus Dei em 1961 – ano em que publica o seu primeiro livro Aquele Grande Rio Eufrates – e licencia-se em Filologia Românica em Lisboa, dedicando-se ao ensino.

Outros títulos da sua obra poética: O Problema da Habitação (1962), Boca Bilingue (1966), Homem de Palavra(s) (1969), Transporte no Tempo e País Possível (1973), A Margem da Alegria (1974), Toda a Terra (1976) e Despeço-me da Terra da Alegria (1978).

Avenida Ruy Luis Gomes
Ímpares 1-17 2650-130
Ímpares 21-31C 2650-129
Pares 2-6 2650-127
Pares 12B 16D 2650-126
Bombas Galp - Edifício PT 2650-125

Ruy Luis Gomes, 1905-1984

Licenciou-se em Ciências Matemáticas na Universidade de Coimbra, com 20 valores; e doutorou-se, em 1928, com a dissertação Desvio das Trajectórias de um sistema Holónomo. Foi professor catedrático da Faculdade de Ciências do Porto desde 1933 até 1947, regendo a cadeira de Física Matemática. Co-fundou o Observatório Astronómico da Universidade do Porto, o Centro de Estudos Matemáticos do Porto, a Junta de Investigação Matemática, a Sociedade Portuguesa de Matemática.Em 1947 foi demitido pela ditadura vigente, não obstante a elevada craveira científica já atingida, bem testemunhada por cientistas estrangeiros.Exilado, foi professor de universidades da América do Sul, onde continuou o seu labor científico.Ruy Luís Gomes foi notável expositor científico, quer oral quer através da escrita.

 
Estrada dos Salgados
2650-432 ALFORNELOS

Praça Teófilo de Braga
2650-074 ALFORNELOS

 Joaquim Teófilo Fernandes Braga, 1843-1924

Doutor em Direito pela Universidade de Coimbra (1868) foi lente de Literatura no Curso Superior de Letras de Lisboa, sócio efectivo da Academia Real das Ciências, de Lisboa,  da Academia Real de História, de Madrid, e de numerosas corporações literárias e científicas de Portugal e do estrangeiro, onde o seu nome é bastante conhecido, como escritor a quem as letras portuguesas devem os mais relevantes serviços. Foi um dos fundadores do Partido Republicano Português, mantendo sempre uma tendência socializante e claramente anticlerical. Aquando da Revolução de 1910, é o presidente do seu Directório. Chefia o Governo Provisório da 1.ª República, até Setembro de 1911, cerca de onze meses. Em Maio de 1915 substituiu Manuel de Arriaga como PRESIDENTE DA REPÚBLICA, cargo que desempenhou até 5 de Outubro desse ano. Vinte e oito de Janeiro de 1924 foi a data do falecimento, em Lisboa, daquele que foi considerado um dos grandes vultos da cultura portuguesa.

Bairro 11 de Março
2650-161 ALFORNELOS

 


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